Quem pesquisa “tela de ráfia de polipropileno” está procurando uma de duas coisas bem diferentes: tecido de ráfia de PP em bobina, de trama fechada, usado para fazer sacos, big bag, cobertura e forração; ou tela de sombreamento agrícola, de malha aberta, usada em estufa e viveiro. O termo “tela” é usado para as duas. A especificação, o processo de fabricação e o fornecedor não são os mesmos.
Por que “tela” virou sinônimo de tecido de ráfia
A confusão nasce da aparência. O tecido de ráfia é feito de fitas de polipropileno extrudadas e trançadas em tear circular ou plano, no mesmo princípio de um tecido comum — urdume e trama cruzados. Visto de perto, o cruzamento regular das fitas parece uma tela. Daí o comprador de obra, de agroindústria ou de transportadora chamar de “tela de ráfia plástica” o que o fornecedor chama de tecido de ráfia de polipropileno.
A diferença que importa é a trama. No tecido de ráfia as fitas ficam encostadas umas nas outras, sem abertura projetada. A malha é fechada por construção. Em uma tela de sombreamento, a abertura entre os filamentos é o produto — é ela que define quanto de sol passa. São finalidades opostas: uma contém e cobre, a outra filtra.
Se o seu uso é conter produto, forrar carga, envelopar volume, montar saco ou cobrir material a granel, o produto é o tecido de ráfia de polipropileno. Se o uso é sombrear cultivo, quebrar vento ou controlar luminosidade, é tela agrícola — e essa a PacBem não atende.
O que é tela de sombreamento e por que ela é outra cadeia
A tela de sombreamento, conhecida no mercado como sombrite, é uma malha de filamentos plásticos com abertura dimensionada para reduzir a incidência solar em percentual definido. Ela é vendida por percentual de sombreamento e por largura de rolo, tem tratamento anti-UV dimensionado para exposição permanente ao tempo e é comprada por produtor rural, floricultura e viveiro.
Nada disso se aplica ao tecido de ráfia de embalagem. O tecido de ráfia da linha industrial é especificado por gramatura, largura ou circunferência, forma (tubular ou plana) e acabamento (convencional ou laminado). Comprar um pelo outro é erro de especificação com consequência direta: tela aberta não contém granulado, e tecido fechado não sombreia — ele bloqueia e cria estufa.
Vale a mesma separação para tela de proteção de fachada e tela tapume de obra. Também são produtos de malha, também são de outra linha de fabricação.
Comparativo: o que cada produto resolve
| Produto | Estrutura | Abertura da malha | Especificado por | PacBem atende |
|---|---|---|---|---|
| Tecido de ráfia tubular | Fitas de PP em tear circular, sem costura lateral | Fechada | Circunferência e gramatura | Sim |
| Tecido de ráfia plano | Fitas de PP em tear plano, bordas abertas | Fechada | Largura e gramatura | Sim |
| Tela de sombreamento | Malha de filamentos, tecida ou tricotada | Aberta, em percentual | % de sombreamento e largura | Não |
Tela rafia plástica: quando o termo cabe mesmo
Existe um uso em que chamar de “tela” não é totalmente impróprio: o tecido de ráfia plano laminado empregado como cobertura e forração. É o mesmo material que vira lona de ráfia, manta ou pano de ráfia, dependendo de quem está pedindo. A distinção entre esses três nomes está detalhada em lona de ráfia, manta e pano de ráfia, e vale a leitura antes de abrir cotação, porque o mesmo pedido descrito com três nomes diferentes volta com três especificações diferentes.
Nesse uso, o laminado importa. A laminação é um filme de polipropileno aplicado sobre o tecido, que fecha os interstícios entre as fitas e cria barreira contra umidade e pó. Sem laminação, o tecido de ráfia é permeável — a água passa pela trama, mesmo que o polipropileno em si não absorva. Essa diferença entre material não higroscópico e tecido permeável está desenvolvida em tecido de polipropileno é impermeável.
Formas e medidas disponíveis em bobina
O tecido de ráfia é fornecido em bobina, nas formas tubular e plana. A escolha entre uma e outra depende do que será feito com o material — tubular elimina duas costuras laterais em quem vai confeccionar saco ou bag; plano é o que se usa para cobertura, forração e corte em chapa. O critério está detalhado em tecido de ráfia tubular ou plano.
Linha leve:
- Tubular: largura de 35 a 100 cm.
- Plano: largura de 90 a 120 cm, geralmente laminado; a versão convencional também existe.
- Gramatura: 57 a 60 g/m² no convencional e 65 g/m² no laminado.
Linha pesada:
- Plano: larguras padrão de 100, 105 e 110 cm. Outras larguras sob consulta.
- Tubular: circunferências de 360 e 376 cm.
A circunferência do tubular pesado tem relação direta com a medida final do big bag: o lado do bag equivale a um quarto da circunferência do tecido. Tubular de 360 cm forma bag de 90×90 cm; 376 cm forma 94×94 cm. Quem compra tecido para confeccionar bag precisa partir da medida final desejada, não da largura da bobina. O raciocínio completo está em medidas de big bag.
A bobina pesa de 250 a 350 kg, com variação conforme largura e gramatura. Como o tecido é vendido por peso e consumido por metro, o cálculo de metragem por rolo depende da gramatura — e é esse o ponto que costuma desalinhar orçamento e consumo real. O detalhamento está em bobina de ráfia: peso, largura e metragem.
Pedido mínimo: 1 bobina. A maioria dos itens sai a pronta entrega; especiais, sob consulta. Impressão em bobina existe, e o número de cores é confirmado caso a caso.
Os limites que você precisa conhecer antes de especificar
Alguns pontos em que o tecido de ráfia não entrega o que a palavra “tela” sugere:
- Não sombreia de forma controlada. Trama fechada bloqueia luz, não filtra em percentual. Para cultivo protegido, o produto é outro.
- Não é tela de contenção com certificação de obra. Aplicações estruturais ou de proteção coletiva exigem produto ensaiado para essa finalidade.
- Convencional não é barreira de umidade. Sem laminação, a trama deixa passar água líquida. A laminação resolve o corpo do tecido; emendas, costuras e bordas continuam sendo ponto de entrada.
- Exposição prolongada ao sol degrada o polipropileno. Uso ao tempo por período longo exige tratamento específico, que precisa ser declarado na cotação.
Sobre laudo e ensaio: a PacBem não fabrica, não controla o processo e não emite laudo próprio. Quando a aplicação exigir documentação técnica — gramatura aferida, resistência, tratamento UV —, solicitamos o laudo à fábrica junto com a proposta.

O que informar para receber uma cotação precisa
A PacBem trabalha como representação comercial: a venda é faturada diretamente pela fábrica, sem margem de revenda embutida no caminho. O atendimento técnico é dedicado, com um interlocutor único do primeiro contato até a entrega — a mesma pessoa que especifica com você é quem negocia a condição comercial e acompanha o pedido.
Para fechar a especificação sem retrabalho, envie:
- Aplicação real. O que vai ser feito com o tecido: confecção de saco, confecção de bag, cobertura, forração, corte em chapa.
- Forma. Tubular ou plano. Se ainda estiver em dúvida, descreva o uso e a definição sai na cotação.
- Medida. Largura, para plano; circunferência, para tubular. Para bag, informe a medida final pretendida do bag.
- Gramatura ou desempenho esperado. Se não souber a gramatura, informe o peso e o tipo do produto a ser embalado.
- Acabamento. Convencional ou laminado.
- Impressão. Se houver, envie a arte e a quantidade de cores pretendida.
- Volume e periodicidade. Quantidade por entrega e frequência, de lote pontual a programação anual.
- Exigência documental. Se a aplicação demandar laudo, diga na abertura da consulta.
Com esses dados a cotação sai fechada, sem rodada de ida e volta. Envie a especificação pela página de contato.